24 Janeiro 2011

A mídia e as lições da campanha eleitoral

Entre as várias lições que emergiram ou se confirmaram no processo eleitoral de 2010, algumas merecem registro especial. Em relação à grande mídia: (1) sua indisfarçável partidarização; (2) a perda de boa parte do poder de formação de opinião que já desfrutou; e (3) o fato de que técnicas e ferramentas eficientes de comunicação podem ser disparadas de espaços externos - sobretudo da internet - e, só depois, por ela apropriadas. Por outro lado, ficou clara (4) a utilização no Brasil de estratégias da “direita internacional já testadas em outros países, desde os EUA.

A partidarização da grande mídia escancara ainda mais a necessidade de regulação do mercado para que mais vozes participem do espaço público e se garanta a pluralidade e a diversidade de idéias e opiniões, inclusive, nos processos eleitorais. Esta não é, por óbvio, a única evidência da necessidade de regulação. Lembre-se, por exemplo, a não regulamentação de dispositivos constitucionais incluindo: a expressa proibição de que a mídia seja objeto de monopólio ou oligopólio (§ 5º do artigo 220); as normas para produção e programação de radiodifusão (artigo 221); o princípio da complementaridade dos sistemas publico, privado e estatal (artigo 223) e a proteção a direitos fundamentais, inclusive o direito de resposta (artigo 5).

Felizmente a presidente eleita não se deixa enganar pela confusão deliberada entre ameaças - à democracia e à liberdade de expressão e de imprensa”- e marco regulatório. Provocada, disse no Jornal da Band:

"Você tem de distinguir duas coisas: marco regulatório de um controle do conteúdo na mídia. O controle social da mídia se for de conteúdo, ele é um absurdo. (...) Isso é uma coisa. Outra coisa diferente é a questão do marco regulatório. (...) Por exemplo, a participação do capital estrangeiro. (...) todos países regulamentam a participação do capital estrangeiro nas suas diferentes mídias. Outra questão, que é importantíssima, é o fato de que o mundo está mudando em uma velocidade enorme. Então, você vai ter de regular, de alguma forma, a interação entre as mídias, porque, hoje, quem faz isso não pode fazer aquilo, que não pode fazer aquele outro. (...) Você tem de fazer um marco regulatório que permita que haja adaptações ao longo do tempo".”

Outra lição decorre das estratégias que a direita internacional utilizou no Brasil. Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, o responsável pelo marketing político da, então, candidata Dilma afirmou:

"Este é um fenômeno que infelizmente vem acontecendo, na América Latina, com alguns setores desgarrados, que antes se auto intitulavam de social democratas e se inclinaram perigosamente para a direita. Passaram a utilizar, em suas campanhas, um mix de técnicas do Partido Republicano americano, mais ferramentas da direita espanhola e de operadores anti-chavistas da Venezuela.(...). Fomos vítimas de uma das mais insidiosas e obscuras campanhas negativas. Mas vencemos. O ideário é o mesmo, os conceitos manipulados semelhantes, as técnicas de medo iguais. O que varia é a dosagem e os instrumentos. Aqui a direitização ficou mais circunscrita a certos tabus morais e religiosos. Mas também trafegou, principalmente na internet, no obscurantismo político de pior extração".

O fenômeno evidenciou também o incrível poder da internet e de suas redes como canais de informação política, vis-à-vis a mídia tradicional. É urgente, portanto, universalizar o acesso a essa tecnologia com todo o seu imenso potencial. Para o bem ou para o mal.

A urgência de se regular o mercado de mídia e universalizar a banda larga são duas lições claras do processo eleitoral. São também dois caminhos seguros no sentido da consolidação do direito à comunicação e, portanto, dois compromissos a serem cumpridos pelo governo Dilma.

Por Venício A. de Lima

12 Outubro 2010

Até jornalista tucano diz, que Serra mente e foge da Dilma

A realidade da campanha eleitoral por vezes confere ao Brasil uma aparência de país irreal –espécie de romance de Cabral, com prefácio de Caminha.José Serra, um dos protagonistas, esteve em Goiânia Carregava atrás de si um par de dúvidas.


Ambiguidades resultantes de provocações feitas na véspera por Dilma Rousseff, a outra personagem do enredo sucessório.No debate da TV Bandeirantes, Dilma levou aos holofotes dois nomes: Mônica Serra e Paulo Vieira de Souza.


Sobre a primeira, declarou: “Sua esposa, Mônica Serra, disse: ‘A Dilma é a favor da morte de criancinhas’. Acho gravíssima a fala da sua senhora”.


Quanto ao outro, Dilma afirmou: “Você deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com R$ 4 milhões de sua campanha”.


Em ambos os casos, Serra fingiu-se de morto no debate. Não se animou nem mesmo a sair em defesa de sua mulher.Pois bem. Na passagem pela capital de Goiás, Serra viu-se compelido a dizer meia dúzia de palavras sobre o embate da Bandeirantes.Declarou-se surpreso com a agressividade de Dilma. Com atraso, reportou-se à menção feita por sua rival a Mônica Serra:


"Ataque à família não é bom na campanha. Campanha é para discutir propostas, comparar candidatos, o que eles fizeram, o que vão fazer". Absteve-se de esclarecer o teor da "gravíssima fala da sua senhora". Coisa pronunciada no mês passado, num corpo-a-corpo em Nova Iguaçu (RJ). Uma pena.


Tão grave quanto o “ataque à família” é a retórica da “morte de criancinhas”. A mulher de Serra, por ilustrada, decerto não ignora o significado de uma apelação.Quanto a Paulo Vieira de Souza, um ex-gestor de obras do governo de São Paulo conhecido como Paulo Preto, Serra disse o seguinte:


"Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês [repórteres] fiquem perguntando".Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Serra empregou o mesmo vocábulo que Dilma usara ao comentar pela primeira vez o ‘Erenicegate’: “Factóide”.


É improvável que Serra desconheça Paulo Preto. Até abril deste ano, ele ocupou um posto estratégico do governo de São Paulo: diretor de Engenharia da Dersa.Na gestão do governador Serra, o homem que o candidato Serra diz ignorar cuidava das grandes obras rodoviárias do Estado. Entre elas o Rodoanel.Ex-chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira, agora senador eleito por São Paulo, mantém com Paulo Preto relações de amizade.


Ao tratar como “factóide” o sumiço de R$ 4 milhões supostamente coletados para nutrir as arcas de sua campanha, Serra desrespeita o eleitor.Se verdadeiro, o episódio mereceria do candidato ao menos uma declaração protocolar em favor da investigação.Se inverídica, a acusação de Dilma, recolhida de notícias penduradas nas manchetes, justificaria uma reação indignada.


O silêncio de Serra autoriza a rival petista a mimetizar a pergunta que o tucanato fazia em relação ao R$ 1,7 milhão do dossiê dos aloprados petistas de 2006.


Os grã-tucanos gostavam de inquirir: “De onde veio o dinheiro?”. O petismo está liberado para indagar: “Para onde foi a grana?”


Serra percorreu as ruas de Goiânia em carreata. Além de políticos, o candidato tinha a seu lado um padre.Chama-se Genésio Ramos. Comanda a Paróquia de São Francisco de Goiás, assentada na cidade de Anápolis.


Padre Genésio presenteou Serra com um terço. Diante de uma multidão estimada pela PM em 5 mil pessoas, o candidato beijou o adereço (repare na foto lá do alto).


Ao discursar, Serra declarou: "Nós estamos movidos pela fé. A fé de dentro da gente, a fé que vai construir o Brasil".


No Brasil irreal –aquele país do romance de Cabral, prefaciado por Caminha— a fé constrói qualquer coisa.No país cuja realidade é tinada pela dúvida, exige-se algo mais dos pretendentes à cadeira de presidente da República.


Para utilizar uma gíria ao gosto de Serra, não fica bem para um candidato contrapor a uma grave acusação da adversária uma resposta alicerçada em mero trololó.Josias de Souza escreveu hoje em seu blog (...)

Por: Helena™

15 Setembro 2010

Marco Aurélio Garcia desqualifica denuncia da Veja

Um dos coordenadores da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia diz que as denúncias publicadas pela revista Veja desta semana não terão maior influência sobre a disputa ao Palácio do Planalto.

Reportagem de Veja acusa a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e seu filho Israel Guerra de tráfico de influência. De acordo com ele, a matéria da revista está sendo usada para fins eleitorais.

Para Marco Aurélio, o eleitorado do país já tem sua opinião formada e não mudará de candidato por conta do episódio. “A eleição vai se travar em torno de questões de caráter programáticos mais gerais. Grande parte do eleitorado brasileiro tem opinião formada. Com isso, não estou subestimando essas questões. Tanto são relevantes que estão sendo objeto de investigação. Mas acho que a decisão do eleitorado brasileiro se dará em função de outras apreciações.”

Segundo ele, a nota divulgada por Erenice Guerra, chamando o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, de “aético” e “derrotado”, além de afirmar que as denúncias têm conotação eleitoral, são uma constatação óbvia.

“É evidente que tem uma conotação político-eleitoral nisso. Independentemente ou não de ser pertinente a denúncia, ela está sendo utilizada para fins eleitorais. A ministra Erenice não disse nada de novo nisso. Fez uma constatação, tanto que a oposição está usando isso como arma de campanha. Isso esteve presente nos programas de campanha do candidato Serra e nas intervenções dele no debate”, disse Garcia.

Com Agência Brasil

21 Maio 2010

REVOLUÇÃO MIDIÁTICA - ANATEL DIMINUI RISCO DE MONOPÓLIO E CARTEL NAS TV´S A CABO NO BRASIL

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu suspender a limitação do número de prestadoras de TV a cabo, com objetivo de eliminar as barreiras de entrada a empresas no mercado de televisão por assinatura no Brasil, assim prevenindo contra qualquer formação de cartel e monopólio. Um tiro de canhão na mercância da informação.

A decisão alinha-se as diretrizes do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e as ações do Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil, determinou-se também a retomada do processamento de mais de 1.000 pedidos de outorga de TV a cabo em tramitação na autarquia.

Do News Front

06 Maio 2010

TSE nega pedido do PSDB para multar instituto que apontou empate entre Serra e Dilma

O ministro Joelson Dias, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou nesta quarta-feira pedido do PSDB para aplicar multa ao Instituto Sensus. O valor da multa poderia chegar a R$ 100 mil.


Pesquisa divulgada no dia 13 de abril apontava empate entre os pré-candidatos José Serra (32,7%) e Dilma Rousseff (32,4%). Segundo o partido, o instituto não esperou um prazo de cinco dias entre o registro da pesquisa e a divulgação dos resultados.


Para o ministro, o erro não afetou as informações mais importantes da pesquisas, que permitem a fiscalização pela Justiça Eleitoral como a metodologia, a amostra e o período da sondagem. Joelson Dias afirmou que a alteração do registro aconteceu antes da divulgação do resultado.


O ministro chegou a autorizar o PSDB a fazer uma fiscalização na sede do Sensus. Depois de ter acesso aos dados, o PSDB anunciou que iria entrar com uma notícia-crime por cinco supostas irregularidades. A Folha dos tucanos verificou que o PSDB usou dados errados para basear o seu pedido de multa.

Por: Helena™

10 Abril 2010

O Grande Mentiroso - José Serra é o próprio lobo em pele de cordeiro: foi reprovado na constituinte com nota 3,75

José Serra é o próprio lobo em pele de cordeiro: foi reprovado na constituinte com nota 3,75

No lançamento da candidatura de José Serra (PSDB/SP) para trazer de volta o projeto neoliberal de FHC de volta à presidência do Brasil, o demo-tucano discursou sobre seu papel na Constituinte, dizendo: "Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego..."
Há um pouco de usurpação nestas coisas aí em cima, mas o mais importante é o quê José Serra "esquece" de dizer no quanto atrapalhou o "seguro-EMPREGO".

Mas a gente lembra, resgatando essa nota:


O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), publicou após a constituinte de 1988 uma avaliação dos parlamentares, de acordo com o posicionamento deles nas votações, contra ou a favor, aos interesses nacionais dos trabalhadores.

José Serra "tomou bomba". Foi reprovado ao receber nota de 3,75 (com notas variando de zero a 10).

A baixa nota significa que ele votou muito mais a favor do que queriam a elite dominante do poder econômico (da FIESP e da FEBRABAN), contrariando às reivindicações dos trabalhadores que votaram nele.

O tucano votou contra, ou, em outros casos, fugiu de votar, se abstendo ou faltando:

- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

A publicação do DIAP foi o livro "Quem foi quem na Constituinte". Na página 621 (figura no topo), tem este perfil de José Serra (PSDB/SP).

Como se vê, o demo-tucano já havia pulado para o lado da elite econômica já naquela época, e continuou e continua agindo como lobo em pele de cordeiro, enganando muita gente durante muito tempo, como se não fosse com ele as maldades demo-tucanas perpetradas contra o trabalhador, desde a constituinte, passando pelo governo FHC, e pelo governo municipal e estadual de São Paulo.

Por: Zé Augusto

04 Março 2010

Cumplicidade - Serra endossa falsificações contra o PT

A leitura que o candidato da oposição à presidência da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) faz do PT e de sua participação na história do país é ideológica e está comprometida pelo viés eleitoral. Afirmar, como fez na homenagem ao centenário de nascimento do presidente Tancredo Neves, que o PT era uma “força desestabilizadora de comportamento radical e deliberadamente à margem da política nacional" é não ter compromisso com os fatos históricos. O PT, ao lado do PMDB e de outras forças políticas foi determinante para a construção da democracia e para o fim da ditadura. As greves operárias e a liderança de Lula - ao lado das Diretas Já, movimento no qual o PT foi a principal força - foram determinantes para a mudança da qualidade da luta democrática e da conjuntura do país.

A leitura que o candidato da oposição à presidência da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) faz do PT e de sua participação na história do país é ideológica e está comprometida pelo viés eleitoral.

Afirmar, como fez na homenagem ao centenário de nascimento do presidente Tancredo Neves, que o PT era uma “força desestabilizadora de comportamento radical e deliberadamente à margem da política nacional" é não ter compromisso com os fatos históricos.

O PT, ao lado do PMDB e de outras forças políticas foi determinante para a construção da democracia e para o fim da ditadura. As greves operárias e a liderança de Lula - ao lado das Diretas Já, movimento no qual o PT foi a principal força - foram determinantes para a mudança da qualidade da luta democrática e da conjuntura do país. Permitiram, inclusive, a vitória no colégio eleitoral, apesar de o PT se recusar a participar deste e do acordo político que levou a oposição a convalidá-lo.

PT recusou pacto das elites e acordo PSDB-DEM

Já a afirmação de Serra de que o PT, além de radical, estava à margem da política nacional beira a falsificação. Como à margem se o PT disputou todas as eleições, participou do parlamento, constitui-se como partido legal? A não ser que ele queira dizer que o PT não participou de determinados acordos ou pactos das elites, como o do PSDB com o PFL que elegeu FHC.

Apresentar o PT como força desestabilizadora sem mostrar os fatos é outra falsidade. A não ser que seja uma condenação à mobilização e à participação populares na vida política do país, que sempre têm no PT um dos seus principais estimuladores.

O mesmo pode ser dito em relação a essas declarações do candidato da oposição: "o PT acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da Constituição e soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, o Proer [extinto programa de estímulo a bancos] e da Lei de Responsabilidade Fiscal".

Do Blog do Dirceu

12 Fevereiro 2010

Mensalão do DEM: um habeas corpus complicado

Está nas mãos de Marco Aurélio de Mello, do STF, o pedido de habeas corpus para soltar da prisão preventiva o governador demo-tucano José Roberto Arruda.

Mello não conseguiu reunir argumentos para liberar na sexta, e Arruda passou a noite no xilindró. Alegou que precisa consultar a decisão de prisão vinda do STJ para julgar.

Ao contrário de Gilmar Mendes, quando soltou Daniel Dantas, alegando ser decisão de um único juiz de primeira instância (Fausto De Sanctis), desta vez é mais complicado para Marco Aurélio de Mello, porque a prisão vem do STJ, que também é um tribunal superior, e a decisão foi feita por colegiado, não foi de um único juiz.

12 membros do STJ votaram pela prisão, contra apenas 2 que votaram contra. Marco Aurélio de Mello deve buscar argumentos nos 2 votos contrários, mas corre o risco de se queimar, se for na contra-mão do voto da ampla maioria, composta pelos 12 ministros do STJ.

Por: Zé Augusto

24 Janeiro 2010

Denúncia - DEM engaja-se na blindagem a Arruda

José Roberto ArrudaEm reunião de seu diretório distrital, os demos de Brasília decidiram manter o apoio ao governador José Roberto Arruda (sem partido porque deixou o DEM antes de ser expulso). A legenda assume, assim, a defesa e sustentação de seu único governador no país, protagonista do maior escândalo que ela enfrenta e que desenvolve uma série de manobras para não sofrer impeachment.

A imprensa nacional protege o DEM e procura esconder o escândalo em que o partido se envolveu no DF. Só publica o mínimo, quando lhe é impossível deixar passar batido, e em conluio com a direção do partido - à frente o presidente nacional, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) - articula a candidatura do vice-governador Paulo Otávio (DEM) ao governo de Brasília em outubro próximo.

A articulação se desenvolve às claras, começando com essa manutenção do apoio a Arruda sob o pretexto de que as pesquisas indicam que seu governo tem apoio popular. Em outra frente, os demos manobram para esconder as relações do DEM de Brasília e seu escândalo com o DEM nacional.

Por fim, fizeram Paulo Otávio voltar atrás no anúncio feito há dois dias, de que não seria candidato a governador nessa eleição de 2010. Um dado a mais dessa estratégia demo foi o partido extinguir a CPI da Corrupção na Câmara Distrital, sepultando qualquer apuração sobre o governo do DF. A CPI investigaria Arruda e encerrava riscos de concluir pelo pedido de seu impeachment.

Por ZD

06 Dezembro 2009

Denúncia - PF investiga empresa de ex-secretário de Kassab

A Operação Caixa de Pandora, que investiga o suposto mensalão no governo do Distrito Federal, interceptou um pacote de Sedex que pode conter R$ 63.310. O dinheiro, segundo o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, foi enviado por uma empresa de informática para chegar "ao governador [José Roberto Arruda, do Distrito Federal] e demais pessoas".

A empresa, a CTIS, é uma das principais no ramo de tecnologia de informação no país. Em 2008, a companhia contratou como seu diretor de vendas ao governo Luiz Fernando Wellisch, que, até o final de 2007, era o secretário de Finanças do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

A primeira perícia realizada no pacote, ainda lacrado, com ajuda de raio-X, pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF indicou que ele contém dinheiro. A PF pediu aos peritos que localizem possíveis impressões digitais.

"As imagens obtidas mostram objetos retangulares com formato compatível com cédulas monetárias, que aparentam estar agrupadas em maços envoltos com elástico", diz o relatório do INC.

A história do pacote começou na manhã do dia 13 de outubro passado, segundo o depoimento prestado à Polícia Federal por Durval, 58 anos. Ele disse que o encontrou ao chegar para trabalhar no seu gabinete na Secretaria de Relações Institucionais no governo do DF --da qual foi exonerado na semana passada, após ser revelado que ele havia gravado entregas de dinheiro e conversas com o governador, deputados e empresários.

Sobre o pacote, Durval preencheu uma folha de papel com nomes, números e percentuais, e anotou: "CTIS mandou entregar na secretaria (recepção) como Sedex". Durval disse que resolveu telefonar para a promotora de Justiça Alessandra Queiroga. Ela levou o pacote para a Promotoria e chamou a PF para apreendê-lo.

A CTIS é uma das principais empresas de tecnologia de informação do país. De acordo com dados fornecidos pela empresa, ela faturou R$ 457 milhões em 189 contratos em 2008. A empresa mantém contratos com a Secretaria de Fazenda do DF, a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília), o governo de São Paulo, órgãos da União e empresas privadas.

C/Blogs

28 Novembro 2009

ARRUDA UTILIZARIA-SE DOS SERVIÇOS POLÍTICOS DE JORNAIS EM BRASÍLIA

O delator da denuncia contra Arruda teria afirmado que o governador pediu serviços editoriais a jornais de Brasília para fazer reporcagens contra ele.

O inquérito da Polícia Federal que provou as denúncias de formação de quadrilha, crime eleitoral e corrupção no governo de Arruda (DEM) apontam que seria vingança o motivou das denúncias do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa Rodrigues.

Em depoimento ao MPF (Ministério Público Federal), o ex-secretário afirma que Arruda procurou o presidente de um grande jornal de Brasília e pediu que a publicação operasse "campanha difamatória" contra ele.

O jornal, segundo o secretário, teria escalado, até mesmo, uma repórter apenas para produzir informações contra Rodrigues e sua pasta.

Até o fechamento deste post a nome do jornal golpista ainda não tinha sido revelado.

C/Blogs

18 Novembro 2009

O medo que FHC tem da comparação

Na Espanha, em entrevista ao "El País", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso retoma o mantra tucano - nunca abandonado, diga-se de passagem, muito pelo contrário - de que não há diferença entre as políticas econômicas dos oito anos do tucanato sob a sua presidência e as seguidas na gestão do presidente Lula.

Surpreendentemente, como registram as agências internacionais, FHC não atacou o governo do presidente Lula. Ele insistiu numa mesma tecla: a de que não há diferenças entre os dois governos. Pelo contrário, insistiu, ele e o presidente Lula são os patronos da implantação do "modelo social-democrata no Brasil", alternativo, segundo FHC, ao chavismo no continente.

"Que diferença há entre meu governo e o de Lula, no modelo econômico? Muito pouca. É basicamente social-democrata, quer dizer, respeito ao mercado - sabendo que o mercado não é tudo - e políticas sociais eficazes", perguntou (e respondeu) o ex-presidente brasileiro.

É a velha tentativa deles (tucanos) de escapar da comparação entre os dois governos, tema inevitável da campanha eleitoral ano ano que vem. O que é tudo que eles não querem porque, como diz a candidata do PT e da base aliada à presidência da República, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff "o governo Lula dá de 400 a zero" no de FHC.

Essa entrevista e os temas abordados fazem parte da tentativa de FHC de se colar na imagem de Lula, depois do fracasso na tentativa de desconstruí-la. E, óbvio, com a entrevista ele passou mais uma vez o recado a seus companheiros tucanos de que não podem aceitar uma campanha eleitoral em 2010 que tenha como agenda, como tema central, a comparação entre os governos Lula e FHC.

Por ZD

11 Novembro 2009

VAIDOSO E CONTRARIADO PELÉ DEFENDE FHC

Contrariado por perder o título de brasileiro mais conhecido no mundo e tendo participado do governo Fh Pelé, em Torreón, norte do México, em público desdenhou de Lula e disse que "o presidente Lula teve a "inteligência" de seguir a política econômica de FHC, o que permitiu ao Brasil enfrentar a crise mundial de modo melhor que outros países, disse o ex-Rei Pelé.

"Os brasileiros não têm apenas a inteligência do presidente Lula, mas também a base do "trabalho" de FHC" e continuou defendendo Fh "O que o presidente Lula fez de mais inteligente foi seguir o trabalho de Fernando Henrique".

Por fim Pelé admitiu não ser um estudioso da política, garantiu que graças a este trabalho de FHC, "o Brasil teve a sorte de não enfrentar tantos problemas econômicos como os países do primeiro mundo".

Mas quanto ao ex-Rei Pelé, o que deveria fazer de mais inteligente é não se meter em política e ficar calado.

04 Novembro 2009

ELEIÇÕES 2010 - STRESS ELEITORAL TERIA SIDO CAUSA PARA AGREDIR NAMORADA

O governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, na frente de testemunhas teria dado um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

O fato principal seguir os conde ver perder sua eleição por dentre as mãos e tão descarradamente o esta fazendo muito mal psicologicamente.

C/A

27 Outubro 2009

Penhora de salário não pode ser atacada em Mandado de Segurança

A 3ª Turma do STJ negou seguimento a um recurso ordinário em mandado de segurança que questionava uma penhora de salário para pagamento de dívida bancária. Os ministros aplicaram a Súmula n. 267 do STF: não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição.

A penhora de 30% do salário foi autorizada pelo juízo de primeiro grau em uma ação de execução movida pelo Bradesco, no valor de R$ 25.365,25. A autora do recurso ao STJ sustentou que o Código de Processo Civil considera os salários absolutamente impenhoráveis e que "sua determinação é teratológica", hipótese em que se admitiria o afastamento da Súmula nº 267 do STF.

A ministra Nancy Andrighi, relatora, ressaltou que, em julgamento ocorrido no ano passado, a 3ª Turma admitiu a impetração de mandado de segurança em ato que continha manifesta ilegalidade ou revestido de teratologia, ofendendo direito líquido e certo que poderia causar dano irreparável ou de difícil reparação. Ela concluiu que, embora tenha acompanhado o relator no afastamento da súmula naquela ocasião, deveria rever seu posicionamento.

Segundo o entendimento da relatora, um alto grau de ilegalidade é exigido como condição para impetração do mandado de segurança. Portanto o ato combatido deve ser teratológico. Com essa análise, a ministra se convenceu de que "o advogado precisa de um cuidado diferenciado para tratar dessas questões".

O julgado explicou que o afastamento da súmula do Supremo só é possível quando a interposição do recurso cabível for impedida por circunstância extraordinária que não possa ser superada pela parte. Por entender que não é hipótese do caso julgado, em que, na avaliação da relatora, houve negligência, a 3ª Turma negou provimento ao recurso por unanimidade. (RMS nº 28217).

22 Outubro 2009

ZÉPOVO - OPOSIÇÃO ESTA PERDIDA NO MEIO DE TANTA NOTÍCIA BOA

A oposição deve estar perdida, não passa recibo mas deve estar sentindo cada "golpe" que recebe, e são muitos, um atrás do outro:

Saída da crise, elogios internacionais, Olimpíadas, bons indices de emprego, economia, indústria e a possibilidade de crescimento ainda esse ano e muito melhor justamente no ano que vem. E tem muito mais! Quem aguenta!!!

Quer saber, somando a parte positiva que é nossa, e a parte negativa que é dos demotucanos, que na verdade nem sabem quem é o candidato e qualquer um deles vai criar rachas e vinganças, eles, a oposição, estão perdidos, e inseguros porque o PIG em quem acreditavam e julgavam muito eficiente se mostrou um "zero a esquerda"....
Chegaram ao fundo do poço, porque querem impedir a dupla Lula/Dilma de trabalhar, alegando que o trabalho deles é "eleitoral"!

Bom era o tempo de FHC, quando o trabalho do governo era fazer liquidação internacional de patrimônio nacional, e depois sumir com a grana.

Comentário de ZéPovo

16 Outubro 2009

TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO SIGNIFICA O FIM DOS CORONEIS DA SECA

A oposição e sua mídia mercenária são contra a transposição do rio São Francisco, a transposição significará o fim dos coroneis da seca, do sertão e da miséria este é o verdadeiro motivo.

A transposição significa o fim daquele político que "conquista" o voto atrávés da miséria e das necessidades básicas do povo com seus caminhões pipas etc. Significa um golpe na industria da seca na região.

A transposição do rio significa a libertação deste tipo de prática política, boa parte do povo do nordeste brasileiro deixa de ser réfem destes aproveitadores das necessidades alheias.

C/Blogs

07 Outubro 2009

EDITORA DO GRUPO FOLHA DEVERÁ INDENIZAR GOVERNO E CANDIDATOS

Prevalecendo o rumo das investigações e, por fim, constatado que a prova do ENEM "vazou" mesmo na editora do Grupo Folha, está deverá indenizar o Governo (impressão etc) e os candidatos (viagens, alimentação, acomodação, etc) que tiveram algum prejuizo com a não realização das provas.

Estranhamente na empresa do grupo Folha, a Gráfica Plural, uma empresa que prestava serviços de vigilância para a empresa foi trocada há pouco mais de um mês.

Segundo investigações os mercenários seriam Felipe Pradella ligado ao Grupo Folha - quem subtraiu a prova, não e sabendo ainda com a conivência de quem da editora. E o outro seria Gregory Camillo de Oliveira Craid quem tentou vender através de contatos telefônicos.

Mas até agora não se tem notícia se teriam tentado vender para a oposição golpista também.

Do News Front

24 Setembro 2009

Crise em Honduras - Noticiário e tucanos flertam com golpistas

É da água para o vinho - para recorrer a um mote popular - a diferença da cobertura da imprensa brasileira sobre a situação na Venezuela e em Honduras. O ponto em comum nesse noticiário sobre os dois países é que violam completamente e sem o menor pudor todos os princípios constitucionais e a concessão pública (no caso das TVs e emissoras de rádio) que receberam.

Mentem e deformam a realidade de acordo com seus interesses econômicos, políticos e ideológicos. Quando a oposição ao governo Hugo Chávez protesta na Venezuela e é reprimida, isto é apresentado com destaque e com direito a uma didática explicação. Já no caso de Honduras, as cenas da repressão da ditadura aos protestos são mostradas sem áudio e no sentido de provocar no telespectador repulsa à “violência" dos manifestantes.

Pior do que isso, é um noticiário que flerta com os golpistas e esconde a principal causa da situação hondurenha, o golpe de estado e um governo ditatorial repudiados em todo mundo, um governo não reconhecido por nenhum país, condenado pelas organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA).

Expoentes do PSDB pescam em águas turvas

Não é diferente o comportamento dos tucanos e cia ouvidos pela mídia a pretexto de serem oposição ao governo Lula e à política do Brasil em relação aos golpistas hondurenhos: namoram a ditadura, pescam em águas turvas.

Mais grave, até, mas bem ilustrativo do que afirmo é o engodo que o Bom dia Brasil, da Rede Globo, transmitiu aos telespectadores ao afirmar que as eleições de mentira convocadas pela junta militar que governa Honduras - liderada pelo civil Roberto Micheletti como presidente de fachada - são em cumprimento aos acordos de Costa Rica.

Não são. Estes acordos, propostos pelo mediador, o presidente costariquenho Oscar Árias, são repudiados até pela própria junta e pelo presidente "de fato", Micheletti.

A Globo devia dar destaque, e de forma imparcial nos textos, imagens e áudio, à repressão, ao toque de recolher, à violência da polícia e do Exército, à violação da Constituição e condenar o regime militar em Honduras. Não flertar com ele, como faz sempre, desde que seja um golpe de direita. Mas, é a Globo e a mídia que temos: só condenam as mudanças legais e constitucionais - que taxam de autoritárias e golpistas - feitas por governos populares.

Do ZD

18 Setembro 2009

Ladeira Abaixo - Confiança nas notícias da mídia batem recorde negativo

A credibilidade da grande mídia americana desce mais um degrau.é a mais baixa da história, os entrevistados dizem que ela é imprecisa, tendenciosa e formada por "especiais" interesses.

* 63% consideram as reportagens frequentemente imprecisas contra 29% que ainda julgam que a mídia geralmente procura chegar à verdade dos fatos. Em 2007 – na pior marca registrada pela Pew Research Center – a proporção era respectivamente de 53% e 39%;

* 74% consideram que organizações de notícias tomam partido nas matérias sobre questões políticas e sociais. Este é o mesmo percentual dos que disseram que a mídia muitas vezes é influenciada por interesses poderosos;
As opiniões negativas cresceram em 2007 nos dois partidos, mas piorou entre os democratas.

O percentual dos democratas que taxou a mídia de imprecisa cresceu de 43% para 59% e de 54% para 67% os que consideram que a mídia toma partido.

Por Daniel Davidsohn no NEW YORK TIMES

02 Setembro 2009

CENTRAL GLOBO DE ARMAÇÕES - A CARA DO DESESPERO

O que vou reproduzir abaixo é a entrevista concedida pelo Sr. Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, ao Jornal da Globo.

Na noite de 31 de agosto, a Central Globo de Armações se esforçou imensamente para "desmontar" o projeto de criação da PETROSAL, estatal que irá administrar a produção de petróleo do pré-sal.

Convidaram este "especialista" para dizer que dará errado. Ele disse.

Vamos à entrevista:

William Waack - Este projeto (Pré-Sal) reinstitui a forte presença do Estado. Isso é elogiável ou criticável?


Adriano Pires – É criticável. A gente está fazendo um retrocesso na politica de petróleo e gás no Brasil. Dos 4 projetos o governo – exceção ao do Fundo Soberano – está introduzindo a reestatização do setor.

Cristiane Pelajo – Empresas estrangeiras sempre foram muito importantes na exploração de petroleo, até agora. Como elas devem encarar estas mudanças?


AP – O que está preocupando as empresas petroliferas, neste contrato de partilha, é o fato da Petrobras passar a ser monopolista na operação dos campos do pré-sal que não foram licitados; na verdade vc está convidando as empresas petroleiras para serem meras parceiras financeiras da Petrobras e isto pode ser que afaste as petroleiras tradicionais do Brasil. Por outro lado, este modelo pode atrair as chamadas empresas nacionais, né, como as chinesas. Hj a China tem dinheiro sobrando e ela pode querer comprar reservas de petroleo no Brasil. Mas como as empresas chinesas não tem tradição na operação, este tipo de modelo pode ser interessante para as empresas chinesas e outras empresas nacionais. (sic)


WW – Vamos focar um pouqunho no papel da Petrobras, aparentemente muito destacado, ela ganha uma participação minima de 30% nos blocos do pré-sal, é benéfico, a médio prazo, para nossa principal estatal?

AP – Olha, eu acho que não é benéfico não; acho que o governo está vendendo uma imagem errada, falsa, né. Pq vamos pensar no seguinte: a capitalização seria interessante para a Petrobras, mas é uma capitalização que vai vir (sic) do governo, então na verdade o governo vai tentar ter uma maior participação acionária na Petrobras, onde ele só tem 32%. Isso significa uma intervenção politica na empresa. Por outro lado, ao dar o monopólio da operação nos campos do pré-sal ainda não licitados, o governo introduz um risco na Petrobras. A grande vantagem do modelo atual era que a Petrobras ia nos leilões da ANP, escolhia o bloco que ela queria comprar e o parceiro que ela desejava ter. Agora, o governo vai obrigar ela (sic) a ser monopolista... voce reintroduz um risco. Antes da lei 9478 a Petrobras tinha 100% risco; agora no novo modelo, o governo está dando 30%, no minimo, de risco para a Petrobras. Acho que isso não é nada interessante para a empresa.

WW – Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, boa noite.


***

A última resposta do "especialista" é uma pérola. Diz que antes o risco era 100% e, agora, 30%. E ainda insiste em dizer que não é interessante. Outra parte da farsa é dizer que apenas 32% das ações da Petrobras estão em poder do governo. Ele não diz que 51% das ações com direito a voto são do governo, portanto, a administração é do governo federal.

Por falar em pérola, este mesmo senhor disse, em entrevista ao site ÚNICA - União da Indústria de Cana de Açúcar, em 2004, o seguinte, referindo-se ao novo modelo de energia elétrica que o governo Lula, do PT, estava implantando:

Qual é o futuro do setor elétrico diante da nova regulamentação? Duas alternativas: ou o governo libera os investimentos das estatais e, conseqüentemente, abre mão do rígido controle das variáveis macroeconômicas como, por exemplo, da inflação, ou o fantasma do "apagão" estará de volta em 2008. A conferir.

Ele quis dizer que teríamos ou inflação em 2008, ou o "apagão". Conferido, nem um nem outro!

Ele sabe das coisas ...

A chiadeira toda da midia mais comprometida do planeta é por causa da regulamentação da exploração do Pré-Sal em véspera de ano eleitoral. O desespero é eles não poderem privatizar este recurso natural, que servirá para elevar o Brasil à categoria de país desenvolvido num futuro próximo.

Ao vincular os recursos obtidos na exploração de petróleo à saúde e educação, teremos garantia de investimentos nestas áreas sociais. Isso sempre foi bandeira do Partido dos Trabalhadores e, sobretudo, de Luis Inácio. Agora, diante de uma realidade concreta, a oposição, amparada na mídia, reclama, pois sabem que perderam o passo da história.

O Brasil irá se desenvolver com alavancagem de investimentos do Estado, sim senhor. Esta é a regra clara que está sendo implantada pelo PT; a prova da necessidade da presença do Estado na economia está nas atitudes que os Estados Unidos tomaram para debelar a crise internacional.

Enquanto isso, alguns espertinhos, os mal intencionados, preferem desqualificar o projeto do Pré-Sal ao invés de participar com opiniões, debates e sugestões.

Dá nisso ter uma oposição sem caráter, que dita as manchetes de jornal e a pauta de jornalistas com o rabo preso. Aos ratos do esgoto.

Por Júlio Pegna

27 Agosto 2009

IBOPE, GLOBO, FOLHA E A METODOLOGIA DO GOLPISMO

Desde as eleições presidenciais de 1989, os “magos” de institutos de pesquisa são tratados pela grande imprensa como grãos-senhores da opinião pública, cientistas políticos dotados do preceito positivista da infalibilidade. Era de se esperar que os especialistas adulados soubessem que cair no canto da sereia midiática pode conduzir suas naus à boca do Adamastor ou espalhar-se no invisível Cabo das Tormentas.

A entrevista concedida pelo presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro à revista Veja (edição 2127, de 26/8/2009) bate de frente com o rochedo da verdade, lançando uma nuvem de suspeita sobre os rigores científicos de futuras pesquisas, seus modelos matemáticos e estatísticos.

Ao afirmar que “sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia”, Montenegro incorreu em erro primário. Ou o narcisismo excedeu os limites toleráveis, ou a má-fé já não se preocupa em vestir disfarces.

Um “pesquiseiro” pode ter uma expectativa a priori sobre os resultados (ou ninguém testaria hipóteses) e expô-la ao cliente – confidencialmente. Até deve, se achar que não é recomendável gastar tempo, dinheiro e esforço com pesquisa redundante. Mas não é disso que tratamos. É de coisa bem distinta. É do que diz o presidente de uma instituição com conhecidos vínculos com corporações midiáticas a uma revista que não esconde o protofascismo de sua linha editorial.

Dados, só com sondagem realizada

Ao emitir juízo de valor sobre a ministra Dilma que, apesar das evidências, ainda não confirmou sua pré-candidatura, o analista incorreu em duplo erro: ético e metodológico. Quando diz que Dilma não dispõe de carisma, simpatia ou jogo de cintura, Montenegro parece ter se esquecido que sua empresa vai ser solicitada a fazer pesquisa de opinião sobre o objeto dos comentários. Suas afirmações podem criar uma pré-percepção de predisposição. O que, convenhamos, é um desastre para a credibilidade do grupo que preside.

Em outro trecho, quando perguntado pelo jornalista Alexandre Oltramari sobre as possibilidades das candidaturas aventadas até o momento, o economista, habituado a realizar pesquisas em diversos setores, vaticina: “Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006.”

Lorota. Em 1994, pesquisa sobre intenção de voto do Datafolha dava 41% para Lula contra 19% para FHC. O tucano ganhou o pleito no primeiro turno. Em 1998 e 2006 tivemos reeleições e os favoritos eram os candidatos a elas, respectivamente FHC forte (cf. “estelionato cambial”) e Lula, se não diretamente enfraquecido, pelo menos alvejado pelo “mensalão”. Coisa bem diferente de agora.

Montenegro deveria saber que só tem que apresentar dados em cima de um parecer quantitativo que foi extraído de sondagem efetivamente realizada. Do contrário, como faz nessa entrevista, parece querer induzir futura pesquisa ou dar uma opinião pessoal, já dizendo, mesmo antes de fazê-la, qual vai ser o resultado.

Conspiracionismos à parte, algo soou estranho nas “amarelinhas” da revista dos Civita.

Uma notinha indispensável

Nossa grande imprensa progride. Já havia abandonado a verdade factual para fazer campanha. Agora, faz pouco da verdade textual também.

A Folha de S.Paulo (“Apoio de petistas a Sarney é insustentável, diz Marina”, 23/08, página A4) falseia (deliberadamente?) as palavras da senadora Marina Silva.Diz o texto de Marta Salomon: “[Marina Silva] lançou mão de personagens da Bíblia para comparar a candidatura Dilma Rousseff e uma candidatura pelo PV à luta entre o gigante Golias e Davi.” Diz a senadora: “(...) não imagino que a candidatura do PT é Golias e nem tenho a pretensão de ser o Davi (...).” Portanto, e ao contrário do afirmado no texto redacional, a senadora “lança mão de personagens da Bíblia” para expor como descabida tal comparação.

O Globo já foi obrigado, no sábado [22/8], a se retratar pela manchete falsa da véspera, denunciada pela senadora no plenário do Senado, com transmissão ao vivo pela emissora da Casa. A Folha, que tem por política não se retratar de falsidades, vai esperar também ser – merecidamente – denunciada de público?

A profissão de fé jornalística nunca esteve tão em alta.

Por Gilson Caroni Filho

13 Agosto 2009

Provas contra tucanos - Jornal diz que MP suíço tem provas de propina

As contas cujo rastreamento o Brasil pediu à Suíça já estão bloqueadas pelo Ministério Público daquele país que, de acordo com a reportagem do Folhão (...), afirma ter provas de que elas receberam recursos da Alstom para o pagamento de propina.

Num escândalo descoberto há cerca de dois anos, a multinacional é acusada de pagar propina, por mais de 10 anos, a autoridades dos governos tucanos de São Paulo e a políticos do PSDB paulista, em troca de contratos com estatais, principalmente as da área de energia e a companhia do metrô.

"Funcionários da Alstom contaram à Justiça de Paris - diz a reportagem da FSP de hoje - que a empresa pagava a políticos comissão de 7,5% sobre o valor do negócio para ganhar a concorrência. À época dos contratos investigados, de 1998 até 2008, o PSDB governava São Paulo".

O partido governa o Estado há 15 anos - desde 1994. A corrupção é investigada pela Justiça da Suíça e da França e pelo Ministério Público (MP) paulista, mas no âmbito do Executivo, onde foi assinada a maioria dos contratos da multinacional com estatais, o governador José Serra jamais permitiu qualquer apuração.

As tentativas de constituição de CPI na Assembléia Legislativa para averiguar o assunto também foram barradas pela administração estadual do PSDB e fazem companhia hoje aos mais de 60 pedidos de CPI derrubados pelos tucanos nesses 15 anos em que governam São Paulo.

Por ZD

06 Agosto 2009

Não quer calar - Será que Álvaro Dias declarou como renda, o aluguel de seu próprio imóvel para o Senado?

Ontem em sua fala no conselho de ética, o senador tucano Sérgio Guerra (PSDB/PE), deixou escapar que a imprensa está atrás da declaração de renda sua e de Álvaro Dias (PSDB/PR).

Em 20 de maio, demonstramos que Álvaro Dias (PSDB/PR), tem imóvel comercial próprio em Curitiba, que usa como escritório político, e cobrava aluguel do Senado.

A prática de cobrar aluguel do Senado por um imóvel próprio já é condenável, tanto é que desde abril, quando as verbas indenizatórias passaram a ser expostas na internet, discriminando as notas de despesas, o senador do Paraná desistiu da verba.

Verbas indenizatórias são isentas de imposto de renda, pois é tratada como se fosse mero reembolso de despesas do Senado, e não renda do Senador.

Mas... o dono do imóvel que recebe aluguel (e, por acaso, é o próprio senador tucano) é obrigado a declarar e pagar imposto de renda sobre o aluguel recebido do Senado. Caso não o faça trata-se se SONEGAÇÃO.

A pergunta que não quer calar é: Será que Álvaro Dias declara o aluguel recebido do Senado como verba indenizatória?

Por: Zé Augusto

31 Julho 2009

Agora FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre ética e telefonam para Sarney

FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre ética e telefonam para Sarney

A falta de caráter do tucanato não tem limites e não para de se superar.

Agora FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre Sarney, e telefonam para o presidente do Senado, em gesto de "solidariedade", segundo informa o Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo).

Aquela conversa do PSDB se guiar pela ética, acima da política real, era só brincadeirinha.

Um dia depois do PSDB declarar guerra ao PMDB e pedir a cassação de José Sarney, o alto tucanato procurou ontem o presidente do senado, para assoprar, depois de morder.

FHC telefonou do Rio, a caminho de Fortaleza, e falou só com Marly. Aparentemente, Sarney recusou-se a conversar com o dono do iFHC.

Já Aécio, Serra e Alckmin falaram com Sarney.

Segundo aliados do PMDB, todos se esforçaram para limitar o problema "à bancada do Senado" (a emenda é pior do que o soneto, pois soa como chamar Sarney de idiota).

No telefonema, Serra lembrou que a mãe, Serafina, gostava muito de Marly (mulher de Sarney).

Humm... Fico imaginando o que pensou Sarney, a respeito do filho da... D. Serafina.

Sarney deveria ter gravado, e exibir essas gravações no plenário do Senado, para mostra o cinismo demo-tucano que assola a imprensa.

Aécio Neves, esteve pessoalmente com Sarney. Apesar de ter se exposto e ter feito declarações públicas em defesa de Sarney, Aécio é o mais maquiavélico de todos, pois não interferiu no processo, nem mesmo censurou o PSDB do Senado, em momento algum.

O PSDB age como aqueles torturadores na sala de tortura, onde a tropa de choque de Serra e FHC faz o papel de mau, torturando fisicamente, outro (Aécio, e agora até os dissimulados Serra e FHC) faz o papel de bonzinho que se reveza, aliviando a tortura, para aproximar-se da vítima e abrir um canal de conversação com ela.

Por: Zé Augusto

18 Julho 2009

CPI da Pedofilia - MaraJarbas namorou miss menor de idade

O senador Jarbas Vasconcollos (PMDB/PE), celebrizou-se como uma espécie de "tio sukita" bem sucedido, da política nacional.

Nos últimos anos tem namorado ex-misses de Pernambuco, com idade para ser suas netas.

A atual namorada, Meyrielle Abrantes Barbosa, fez ensaio sensual para a revista Playboy do mês de abril.

Nada contra a vida pessoal do senador. As beldades até enfeitam o lado feio da política que vem sendo praticada no senado.

O que não pegou bem, foi o fato de sua ex-namorada, outra miss, ser menor de idade quando iniciou o namoro com MaraJarbas.

Em uma entrevista ao portal Supramax, a antinga namorada Débora Daggy confessou que foi miss Pernambuco aos 16 anos, quando a idade mínima era 18. Dizia ser mais velha para contornar a situação.

Na época, MaraJarbas era governador e a namorava. Mais uma razão para esconder a idade: "Não ficava bem, né? Naquela época eu também era a primeira-dama", confessou, explodindo numa crise de riso.

Por Zé Augusto

09 Julho 2009

ABAIXO a CENSURA. Estamos solidarios ao jornal censurado

Esta é a capa do Jornal Virtual Século Diário. Os dizeres:

Liberdade já!

Um juiz de pequenas causas, atendendo à solicitação de outros dois juízes, também de pequenas causas, resolveu, a priori, censurar o jornal Século Diário, mandando retirar do ar três matérias, em uma atitude arbitrária e lesiva à liberdade de imprensa. Evidentemente, o jornal vai se expressar sobre a questão no seu espaço editorial, mas a coluna não poderia faltar com seu protesto diante de tamanha violência ao direito de informar. Fica, assim, aqui registrado o ato praticado pelo juiz Marcos Horácio Miranda, do 2º. Juizado Especial Cível Adjunto-Ufes. O mais grave é a facilidade com que, nos dias atuais, se impõe uma censura a um órgão de comunicação que, nesse caso da “Operação Naufrágio”, tem se valido de documentos e informações absolutamente corretas. Abaixo à censura!

As matérias censuradas tinham por objetivo, justamente, dar conhecimento à sociedade da prática recorrente do ajuizamento de ações por magistrados, utilizando-se do Poder Judiciário do qual fazem parte, toda vez que seus interesses são contrariados.
As ações são movida pelos juízes Carlos Magno Moulin Lima e Flávio Jabour Moulin.
Os dois magistrados, além do pedido de censura, requerem indenização “por danos morais” no valor equivalente a 20 salários mínimos, quantia que dispensa a necessidade de contratação de advogado para defender a causa perante o Juizado Especial.

E olha que o "estado é santo" ou melhor tem espírito santo, no nome apenas.
Postado por NTardin

Do República Vermelha

29 Junho 2009

APROXIMAÇÃO COM CHAVES FOI DESCULPA CONTRA A DEMOCRACIA E A SOBERANIA DAS URNAS HONDURENHAS

O presidente interino de Honduras aliado dos golpistas e anti-democratas, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira que a deposição do presidente Manuel Zelaya evitou que o país seguisse um caminho radical de esquerda, como ocorreu em outros países latino-americanos. Acredita-se dentre eles refira-se ao Brasil.

O pecado de Manuel Zelaya seria ter se aproximado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, adotado um discurso de esquerda segundo os golpistas. Por isto foi derrubado do poder no domingo por militares e levado para a Costa Rica.

O conservadores dizem que "O presidente Zelaya estava levando o país para o chavismo, seguindo um modelo que não é aceito pelos hondurenhos", disse Micheletti em entrevista à Reuters, um dia depois de ter jurado como presidente interino do país.

Micheletti, membro do Partido Liberal como Zelaya, era até domingo o presidente do Congresso, onde a maioria dos deputados se opunha à consulta popular proposta por Zelaya sobre a possibilidade de reeleição presidencial porque sabiam que seria reeleito.

"Se Zelaya tivesse seguido no poder, teríamos caído numa ordem anárquica, teríamos a obrigação de cumprir os mandatos do presidente, e não os da lei", afirmou Micheletti.

A derrubada de Zelaya foi condenada de maneira quase unânime pelos governos da América, incluindo o dos Estados Unidos, que no passado apoiara golpes de Estado na região.

Micheletti chegou nesta segunda-feira à sede do governo, o Palácio José Cecilio del Valle, em meio a conflitos entre policiais, soldados e manifestantes simpatizantes de Zelaya, que desde o domingo estavam nos arredores do palácio presidencial e não se conformam com a tomada do poder a forças pelos conservadores.

Blog com Gustavo Palencia

12 Junho 2009

Caixa Preta do Senado - Mãe herda emprego de neto de Sarney, diz reportagem

Após a demissão de João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do cargo de funcionário de gabinete na Casa, sua mãe foi contratada para o mesmo cargo, na mesma função e com o mesmo salário, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S.Paulo.

A nomeação do neto de Sarney veio a público ontem. Ele teria sido contratado por meio de um ato "secreto", não publicado no boletim administrativo do Senado, no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), aliado político de Sarney. O presidente da Casa negou a acusação e disse que, a partir de agora, todas as nomeações serão publicadas com "absoluta transparência".

C/A

07 Junho 2009

YEDA CREDO DÁ UM RECADO PARA ELEITOR GAUCHO


Votou em mim? Então...aqui pro seis!

Por Renato de la Rocha

29 Maio 2009

JOSÉ DIRCEU - UMA OPOSIÇÃO DE FANCARIA

Uma oposição em desespero, perdida e sem bandeiras e programas. Sem nada para dizer sobre o país, sobre nosso desenvolvimento, sufocada pelos números da popularidade do presidente Lula, do apoio ao governo, e assustada com o crescimento da candidatura Dilma Rousseff.

Completamente sem força eleitoral no caso do DEM (tem o governo de apenas uma das 27 unidades da federação, o de Brasília), que ou é tributário do PSDB ou do PMDB onde se integrou aos governos - e hoje não tem acordo nem com seus próprios aliados em Estados importantes.

O DEM já não detém sequer a força que teve no Nordeste, onde o PT governa Sergipe e o Piauí; o PSDB, Alagoas; o PSB, Pernambuco, Rio Grande do Norte e o Ceará; e o PMDB, a Paraíba e o Maranhão.

Esta é a oposição que temos. Não lhes resta nada a não ser, com apoio de parte mídia, criar CPIs e bater nessa tecla. Criam ou mudam comandos de CPIs, desde que estas não sejam em seus governos (casos de São Paulo e Rio Grande do Sul) e nem se destinem a apurar denúncias que envolvam seus parlamentares e governadores com casos de caixa dois e desvio de recursos públicos.

Yeda Crusius, Efraim, Zé Agripino, Flexa Ribeiro, PPS...

Toparam investigar alguma coisa - uma que seja - da penca de denúncias que envolvem o senador Efraim Morais (DEM-PB) e a governadora Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul? Ou a questão de caixa dois envolvendo os senadores José Agripino (DEM-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o PPS? Nada.

Tergiversam, manipulam e desviam-se do que lhes atinge. Nessa tática, primeiro criaram a CPI da Petrobras. Agora querem ressuscitar a das ONGs. Para isso rompem acordos públicos, rasgam o regimento e as vestes..

É a oposição de fancaria, sem uma alternativa sequer para o país e que, ao contrário, votou contra as medidas para o Brasil sair da crise. Mas não se conformam de agora serem obrigados a assistir a retomada de nosso crescimento. Daí essa fixação em prejudicar a Petrobras, o governo, o PT e a nação.

Por ZD

21 Maio 2009

FERNANDO SIQUEIRA DESMENTE A DECLARAÇÃO DE FH QUE OPOSIÇÃO NÃO PRETENDE VENDER A PETROBRÁS

Siqueira: governo tucano tentou desnacionalizar Petrobrás.

“A CPI foi feita com o objetivo de enfraquecer a Petrobrás diante da opinião pública, em um momento de definição sobre a nova Lei do Petróleo. Aqueles mesmos que tentaram desnacionalizar a Petrobrás, vendendo 36% das ações aos estrangeiros, querem desmoralizá-la para favorecer as multinacionais na área do pré-sal”, afirmou em entrevista para o HP o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira.

Além da definição do novo marco regulatório, Siqueira destacou duas notícias que fortalecem ainda mais a Petrobrás. “Em uma pesquisa do Reputation Institute, entre 200 grandes empresas, a Petrobrás passou de 20ª para a 4ª empresa mais respeitada em todo mundo”.

A segunda notícia, observou Siqueira, foi a divulgação de “um relatório técnico do Goldman Sachs apontando a Petrobrás entre as dez empresas mais viáveis no mundo. Esse mesmo relatório cita a Petrobrás como a mais viável entre as petrolíferas, em função do petróleo do pré-sal”.

Na avaliação do presidente da Aepet, “o governo brasileiro está sendo pressionado pelo Estados Unidos, que querem o pré-sal e o marco regulatório do Fernando Henrique. Por outro lado, as multinacionais do petróleo estão numa situação crítica. Saíram de uma situação de controle de 90% das reservas mundiais para 3%. Com esse volume de reservas estão fadadas a morrer”. E acrescentou: “Anteriormente, para sobreviver, as Sete Irmãs se fundiram e ficaram reduzidas a quatro, Exxon, Chevron, Shell e BP. Agora, estão querendo a todo custo a manutenção da Lei 9.478/97 e o pré-sal para sair do sufoco”.

18 Maio 2009

PF E IBAMA PRENDEM ADVOGADO POR CRIME CONTRA ANIMAIS SILVESTRES

A Polícia Federal e o IBAMA prenderam em flagrante ontem (15/05), o advogado HERMENEGILDO LUCAS DA SILVA pelos crimes de ter em cativeiro espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, dificultar a ação da fiscalização ambiental e desacato.

HERMENEGILDO foi objeto de fiscalização conjunta do IBAMA composta por 04 fiscais e da Polícia Federal composta por 01 Delegado e 04 Agentes no sentido de averiguar a regularidade do seu plantel de pássaros registrado perante o IBAMA.

Na chegada das equipes, ele tentou impedir a entrada dos servidores sob a alegação de ausência de mandado judicial. Entretanto, após 01 hora de impasse, as equipes lograram adentrar na sua residência, onde também ficava instalado o plantel.

Na oportunidade, foram encontrados 49 pássaros sem anilha, alguns oriundos da Mata Atlântica e alguns exóticos, 07 com indícios de falsificação de anilha e 06 com anilha que não constavam no seu plantel.

Dos 64 pássaros cadastrados no plantel de HERMENEGILDO, apenas 20 estavam regulares.

Antes de os servidores do IBAMA e da Polícia Federal iniciarem os atos de fiscalização, HERMENEGILDO, em tom agressivo, ameaçou um Analista Ambiental do IBAMA presente no local, motivo pelo qual foi dada voz de prisão também por desacato.

HERMENEGILDO já responde a outro Inquérito Policial na Polícia Federal por falsificação de anilhas e falsidade ideológica.

Ele tem advogado fortemente em defesa dos criadores que possuem pássaros apreendidos por irregularidades.

Ao final, o advogado pagou fiança e deve responder o processo em liberdade.

Por Suelen Celestino

07 Maio 2009

AH1N1 Sob Controle - Infectados pelo vírus da gripe até já deixaram hospital

Os dois pacientes de São Paulo infectados pelo vírus da gripe suína já deixaram o hospital Emílio Ribas, na região da Avenida Paulista, onde foram atendidos. As informações são da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.

O primeiro caso é de um homem de 24 anos que esteve na Cidade do México entre os dias 17 e 22 de abril. O início dos sintomas surgiram dois dias após sua chegada. O paciente ficou internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas por sete dias como suspeito (de 29 de abril a 4 de maio), sob supervisão e monitoramento, tendo evoluído para a cura.

Em todos os casos suspeitos foram administrados tratamento com medicamentos antivirais como se de fato o paciente estivesse infectado com a doença.

O segundo caso registrado em SP é também de um homem, de 48 anos, que esteve em Miami e Orlando, na Flórida, entre os dias 19 e 28 de abril. Ele apresentou os primeiros sintomas em 29 de abril, tendo sido atendido também no hospital Emílio Ribas. No entanto, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) não considerava a região como área de risco, ele não foi internado; apenas mantido em isolamento domiciliar. O paciente evoluiu para a cura.

Existem outros oito pacientes sob suspeita no estado de São Paulo. Os resultados dos exames devem ser conhecidos em alguns dias. A secretaria não quis precisar a data. Há sete pessoas em monitoramento, em isolamento domiciliar.

A Secretaria da Saúde disponibilizou 150 leitos para isolamento, 60 deles com pressão negativa (como recomendado pela OMS), distribuídos no Hospital das Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas e no Instituto Emílio Ribas.

Foram estabelecidas oito unidades que irão funcionar como referência para o atendimento de possíveis casos suspeitos da gripe suína no estado. Esses locais ficarão de prontidão para identificar qualquer caso e colher materiais para exames

Das oito unidades, três ficam na capital: Hospital das Clínicas de São Paulo, Instituto Emílio Ribas e Hospital São Paulo. No litoral, a unidade de referência é o Hospital Estadual Guilherme Álvaro, em Santos. No interior, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto; Hospital das Clínicas de Campinas; Hospital Estadual de Bauru e Hospital de Base de São José do Rio Preto.

Os exames virológicos estão sendo realizados no Instituto Adolfo Lutz, uma das três referências nacionais para a identificação da influenza, que atende às normas de biossegurança necessária para a manipulação de vírus.

C/A

01 Maio 2009

Bolívia nacionaliza fornecedora britânica de combustível

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou por decreto a filial boliviana da empresa britânica distribuidora de combustível de aviação AirBP. A medida foi anunciada por ele nesta sexta-feira em um ato público em ocasião do Dia do Trabalho.

"Por meio deste decreto supremo fica nacionalizada a AirBP para o Estado boliviano", disse Morales ao assinar a norma legal, aplaudido pelos trabalhadores que assistiram à celebração do 1º de maio na Praça de Armas de La Paz, sede do Executivo.

Morales ordenou às Forças Armadas e à estatal petroleira YPFB que assumisse o controle da AirBP, proprietária de 12 postos de venda de Jet Fuel nos aeroportos de La Paz, Santa Cruz, Cochabamba, Tarija, Beni e Pando.

O boliviano nacionalizou em seus três anos de governo os hidrocarbonetos e as telecomunicações, coincidentemente, no dia 1º de maio.

Do JL